quarta-feira, abril 11, 2007

Diários de motocicleta.


Um maravilhoso filme de Walter Salles, contando a a aventura destes dois argentinos em 1952, na travessia do continente sul-americano com uma motocicleta Norton 500, chamada de La Poderosa, de Buenos Aires à Caracas.
Baseado nos livros de Ernesto "Che" Guevara de La Serna (Notas de viaje) e Alberto Granado (Con el Che por America), nos conta uma história emocionante e sobre tudo, instigante.
Cheguei a ficar meio deprimido, após ver o filme pela primeira vez. Em parte por que sou argentino e muitas das paisagens me trouxeram lembranças, mas mais que nada, pelo conteúdo.
O filme mostra como um garoto que sai para uma aventura juvenil, se transforma no revolucionário Che Guevara, homem que tentou mudar a história e dedicou a vida a um ideal.
Mas por que ficar deprimido?
O filme nos mostra as injustiças que se espalhavam pela américa dos anos 50 e que nós, viventes do século XXI, ainda vemos nos jornais e que, apesar da indignação, não fazemos nada para mudar.
Fazer o quê? Nos perguntamos.
Não posso fazer nada, responde aquela voz covarde, vinda dos nossos corações.
Sempre podemos fazer. Não temos é a coragem e o desprendimento necessários aos atos heróicos que poderíamos/teríamos que empreender.
Não somos heróis!
Por isso, seguimos em frente, levando nas costas, os vagarosos dias da nossa vida medíocre.
Mas olhado para o lado, vejo meus filhos, milha mulher, minha mãe e me alegro.
Vamos caminhando e fazendo o nosso melhor.
Tentando nos esquivar da covardia que espreita nas sombras do nosso dia-a-dia.

sexta-feira, abril 06, 2007

Fracassa lista tríplice dos auditores da receita federal

O Boletim Informativo do Unafisco do dia 28 de março divulgou a sabatina com os 13 pré-indicados da lista tríplice para escolha do Secretário da Receita Federal. Segundo o informe, mais de dez entidades civis, além dos presidentes da Câmara e do Senado, foram convidados para participar do encontro na sede da OAB que ocorreria no dia 29, no Centro Cultural Evandro Lins e Silva.

“Infelizmente”, na data marcada, nenhuma das entidades compareceu ao evento. O mencionado Boletim do Unafisco, que mais uma vez não esclarece, só obscurece não mencionou o fato. O mais hilário é que nem mesmo a OAB, dona da casa, apareceu.

Isso não surpreende, pois a soberba dos referidos auditores chegou ao cúmulo de ignorar em todo o processo a chegada de algo em torno de 7000 colegas Auditores da Receita Previdenciária, que não foram consultados e outros tantos 7000 Analistas-Tributários, todos integrantes da carreira de Autidoria da Receita Federal do Brasil (conhecida como Super-Receita). A ausência das entidades civis convidadas demonstra, de forma inegável, o fracasso da chamada política de legitimação social do Unafisco (entidade que agrega os AFRF-Auditores Fiscais da Receita Federal).

Todos os fatos apontam para a falta de legitimidade da entidade para representar os anseios da sociedade, tendo em vista que mesmo quando o discurso remete a altos ideais, o único interesse é manter uma condição de status dentro da instituição da qual acreditam ser a causa e não o instrumento.

Um recente deliberação indica que vão entrar com “ADIN ou qualquer outro instrumento” segundo palavras do boletim da entidade, contra a alteração no nome de categoria irmã, de Técnico da Receita Federal, para Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil. Qual o interesse de uma entidade desse nível em uma ação desse tipo? Mascarar a situação dentro do órgão e manter o status-cuó.

O desespero toma conta e “qualquer instrumento” passa a ser o caminho.

Mas com a Lei Orgânica do Fisco que está por vir os problemas do órgão devem ser definitivamente equacionados e solucionados. Então teremos um sistema de Tributação, Arrecadação e Fiscalização, justo e eficiente, valendo-se para alcançar os seus objetivos, de toda a mão de obra qualificada de que dispõem.